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Eremitério São João Batista 

Hora Santa Reparadora

Oração

            Ó meu Deus crucificado, a tua face, as tuas lágrimas, o teu sangue me resgatou! Tu amaste os homens até a agonia da cruz e continuas a amá-los com excesso de amor na Santíssima Eucaristia. Mas em retribuição te recobrimos com ultrajes e ofensas contínuas, até no teu sacramento de amor! Muitas vezes manifestaste o teu lamento, a tua reprovação e convidaste com doce instância almas para suprir a ingratidão deles.

Assim, ó Senhor, embora sabendo que és Onipotente, Divino Reparador de toda a humanidade, queres que as almas boas se entreguem a Ti, vivam na Eucaristia, para ajudar-te a reparar a culpa cometida contra a Divindade e contra o Teu divino Sacramento e a converter os pecadores. Pois bem, ó meu dulcíssimo Salvador: como tantas outras almas, também eu quero, com alegria, responder ao teu doce convite, quero ser uma alma reparadora.

E para melhor saciar a sede de teu coração, me esforçarei para suscitar em outros corações a sagrada chama de amor, e de reparação, para aumentar sempre mais o número de almas a ingressar nessa obra.

Esses tenderão a apagar a ingratidão humana e a conversão dos pecadores, com obséquios filiais, com orações e sacrifícios, participando da Santa Missa, e especialmente com a Comunhão Reparadora. Querido Jesus, quero propagar esta devoção com santo entusiasmo sem nada temer, porque tu serás o meu auxílio, a minha força. Assim seja.

Eu……………………………………………………………………………………………………………………me  inscrevo como fiel associado(a) da obra de reparação ao Santíssimo Sacramento do Altar. (é um compromisso pessoal)

Canto

Primeiro mistério do terço do dia

Hora Santa Reparadora 

I

Preparação

            Ó Jesus, estamos aqui diante do Vosso Trono Eucarístico para passar uma hora convosco. Sobre a terra se renova aquilo que aconteceu no Calvário. Ainda agora, como naquele momento, estás cercado de inimigos e amigos. São muitos os inimigos, os amigos, poucos. Naquela hora os vossos inimigos eram os sacerdotes hebreus e os soldados romanos que vos insultavam. Quanta amargura provaste, ó Jesus, naquele momento de indizível martírio! Vós vos imolastes pela salvação deles e ainda assim vos insultavam, vos odiavam!

Agora, os vossos inimigos são mais numerosos. Estão na vossa igreja, próximos ao vosso altar, onde vos imolastes, pela salvação da humanidade. Como os judeus negavam a vossa divindade, assim agora há quem negue a vossa presença real na Santíssima Eucaristia; há quem blasfema o vosso Santíssimo Nome; há quem pronuncie seu Santíssimo Nome em vão; quem peca apesar dos dons recebidos pela liberalidade divina; quem abusa igualmente do vosso precioso Sangue, profanando a Sagrada Comunhão, repetindo assim a infâmia de Judas e dos vossos crucificados, que depois de banhados pelo vosso Sangue, continuavam ainda a insultá-Lo.

Ó Jesus, nós, os reparadores, estamos aqui nesta hora para consolar-vos, para reparar um pouco tanta ofensa. Por vossa e nossa consolação, sob o Calvário estavam também vossos inimigos que se compadeciam, vos consolavam e sofriam convosco. Maria, João, Madalena e as piedosas mulheres, foram estes amigos, o vosso consolo. Esses vos amaram – especialmente a sua Mãe – assim ternamente, para compensar o ódio dos perseguidores. Eu quero amar-vos agora, com o coração de Mãe, ou ao menos com o coração de vosso amigos do Calvário. Sou uma pobre alma pecadora, mas arrependida, e quero amar-vos muito. Sinto a necessidade especialmente porque vós mesmo vos dignastes procurar o meu amor.

Vos amo, porque tantos vos odiaram e vos insultaram; quero reparar os ultrajes deles.

Ó Jesus, tenha misericórdia destes desventurados que são meus irmãos. Convertei-os, enchei-os do amor do vosso coração. Vos oferecemos esta hora reparadora pelo retorno deles à casa do Pai celestial que os atende com alegria.

Seja louvado e adorado neste momento o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Canto

Segundo mistério do terço do dia

II

Reparação

Ó Jesus, para que esta hora santa, se torne da maior consolação ao vosso divino coração, pretendo passar diante de Vós, em união a todas as almas generosas que neste momento no mundo inteiro vos reconhecemos presente, vos adoramos e glorificamos neste augustissimo sacramento. Nós  vos sentimos triste sobre o altar. Aflito por tanta ingratidão humana, por tanta ofensa que recebestes dos degredados. Vos imaginamos como o pai do filho prodigo condoído pelo filho que fugiu para longe no meio de tantos perigos. Da hóstia santa vos sentimos repetir continuamente: “Que coisas deveria ter feito pelos homens e não fiz? O meu coração infinito exauriu toda a sua riqueza pelo bem deles. Dei o sangue e a vida por eles. Permaneço na santíssima Eucaristia para estar sempre junto de todos e faze-los sentir plenamente o meu amor, para ajudá-los mais. E não recebo senão ingratidões, ofensas e insultos. Ao menos vós amigos meus, com vosso amor, fazei menos dolorosa a minha vida eucarística?”

Ó Jesus, este lamento que ressoa continuamente em nosso coração, são expressões dos vossos reclamos? Não sois vós eternamente feliz? O que precisas ter do nosso amor? Mas vós sois o nosso pai, ó Jesus: o pai vive pela felicidade dos filhos; sofre todas as dores dos filhos. Vós vedes que se não vos amamos, estaremos perdidos. Arrastados pelo instinto do pecado, traídos pela debilidade do nosso pobre coração, certamente vamos para a ruína. Não vos amar significa vos abandonar; longe de vós se encontra a perdição. Somos nós que temos  a necessidade de vos amar, não sois vós que tendes na  necessidade do nosso amor. E do trono eucarístico onde estas, vós vedes com tristeza quantos filhos se perdem por que desprezam o vosso amor.

Como esta dolorosa constatação deve amargurar o vosso coração paterno que desejaria ver todos salvos!

Nem nós que vos amamos, ó Jesus, podemos assistir à vossa dor e à perdição eterna de tantos irmãos, sem nos sentirmos entristecidos. Somos vossos filhos: vivemos a vossa dor e a vossa alegria. Somos irmãos dos pobres pecadores: estamos preocupados com o grave perigo que correm as suas almas. Vos amamos, ó Jesus. Com nosso amor queremos compensar o ódio dos vossos filhos pecadores: com nosso amor queremos aplacar a vossa justiça divina e obter o perdão para os irmãos culpados.

É esta, ó Jesus, a ação reparadora que tanto vos agrada. Ela vos diz que tantos corações vivem por vós, vos diz que tantos filhos vos amam verdadeiramente e santamente os outros irmãos pecadores; que os homens sentem-se ainda parte do corpo místico do qual vós sois a cabeça e eles os membros. Membros vivos, daqueles que vos amam, membros mortos, dos pobres pecadores, mas que a vossa divina misericórdia, excitada especialmente pelo amor dos bons pode torná-los vivos. E com complacência constatais o sacrifício que fazem as almas comprometidas com esta hora santa de reparação eucarística, para trazer de volta os pecadores ao vosso coração, porque estes sacrifícios vos demonstram quanto elas O amam e aos irmãos transviados.

Mas, ó Jesus, é mesmo preciso do nosso amor para consolar-vos do ódio dos pecadores? É mesmo preciso dos nossos pequenos sacrifícios para que os pecadores sejam perdoados? Não poderia vós com a vossa graça onipotente transformar até os corações mais obstinados?

Vós podeis, ó Jesus, e tantas vezes  o fazes, mas vos agrada servir-vos desta nossa hora reparadora porque quereis que nos sintamos mais filhos vossos, cooperadores vossos e irmãos dos pecadores. Mais vos amamos e nos sacrificamos por vós, mais amamos os irmãos pecadores e nos sacrificamos para salvá-los, mais nos sentimos fortalecidos daquela divina caridade que do céu mandastes a esta misera terra de ódio. A hora reparadora não somente consola vosso coração e salva os pecadores, como nos torna melhores, aprimora nossa caridade, tornando-nos dispostos a maiores sacrifícios e aumenta os nossos méritos diante do Pai celeste. Nós mesmos tiramos maior beneficio desta reparação que parece endereçada unicamente a vossa consolação e ao bem dos nossos irmãos.

Ó Jesus, sou também uma alma reparadora e pretendo reparar todas as vossas ofensas com todas as obras meritórias que com a sua graça farei cada dia.

Agradeço-vos por haver me chamado para fazer parte das almas privilegiadas que sentem o dever da reparação eucarística, e quero que esta seja a minha devoção predileta para a vossa gloria, meu crescimento espiritual e dos meus irmãos.

Seja louvado e honrado neste momento o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Canto

Terceiro mistério do terço do dia.

III

Como reparar

Estamos aqui aos pés do tabernáculo como um dia Maria Santíssima, as piedosas mulheres, o evangelista são João, estavam aos pés da vossa cruz. Eles se ofereceram a vós, inflamados do vosso amor e da caridade fraterna, e esta oferta foi a mais bela prova do grande amor deles por vós, pelos pobres pecadores, e a melhor ação reparadora.

Também eu, ó Jesus vos amo muito. Como são Pedro vos repito: “vós sabeis, ó senhor, quanto vos amo”. Também eu para cumprir a minha obra reparadora, continuamente vos renovo a oferta de meu ser. Não sou propriamente uma vitima inocente, mas os meus pecados foram lavados pelo vosso sangue precioso e minhas lagrimas amargas. Todos os afetos muito humanos do meu coração foram destruídos pelo desengano que vós, ó Jesus, por vossa bondade e para o meu bem, me haveis feito provar. Agora sinto amar-vos tanto e com  todo o coração me ofereço a vós, presa de vosso amor e da caridade fraterna.

Mas Jesus, esta oferta, quanta virtude, quanto sacrifícios, quanta generosidade exige! E eu assim defeituoso, assim egoísta, que coisa sou capaz de fazer? A experiência dolorosa do passado me convence que só o pecado posso fazer; mas com o Vosso auxílio, ó Jesus, quero oferecer-vos também eu qualquer coisa. Sou uma alma reparadora, a ultima, quero todavia reparar. Para esse fim vos faço, ó Jesus, uma promessa. É muita pequena, mas para mim que tenho pecado já é muito. E vós, ó Jesus, assim bondoso aceitarei certamente; assim espero.

Prometo-vos, ó Jesus, de não dar-vos nenhum dissabor, de não cometer um só pecado mortal. Vos peço a graça de morrer antes de quebrar essa solene promessa. Vos prometo usar toda a minha diligência para evitar o pecado venial percebido. Vós que lês no coração, ó Jesus, sabeis como essa minha promessa é sincera e como para mantê-la estou disposto a todos os sacrifícios. Sou constantemente atacado pelo pecado e pelas minhas paixões: mas o vosso auxílio que suplico humildemente, não me faltará. Assim poderei cumprir sobre o meu ser o meu primeiro ato de reparação.

Em reparação de meus pecados e dos de meus irmãos, aceitarei, ó Jesus, com cristã resignação todos os sofrimentos. Não tenho tantos, ó Jesus! De muitos eu mesmo sou a causa, muitos foram devidos a várias circunstâncias da vida, da minha formação. São estes os sofrimentos mais amargos. Quantas vezes senti o meu coração estraçalhado! Quanto vezes lamentei e no momento de inconsciência fui levado a pronunciar palavras irreverentes e também injuriosas contra vós, acusando-vos de pouco amor por mim e de injustiça!

Quanto fiz para evitar os sofrimentos! Vós sabeis, ó Jesus, que apesar disso, preferi o pecado! Perdoai-me! Não será mais assim. De agora em diante aceitarei com paciência e resignação todas as tribulações que a vossa bondade queira mandar-me, e sofrerei com grande amor, porque isto é o melhor modo de cumprir com minha ação reparadora. E se não vos peço ainda novos e maiores sofrimentos não é porque falta generosidade, mas porque temo a minha fraqueza. Vós, porém, ó Jesus, não escuteis os gemidos da minha natureza corrupta, que foge do sofrimento e não queirais poupar-me; reforceis porem, vos peço, a minha débil vontade e assisti-me sempre com abundância da vossa graça. Sustentado por vós, pode vir a dor visitar-me e ser a companheira inseparável da minha vida: purifique e santifique a minha alma, tornando-a verdadeiramente vitima reparadora, digna de consolar o vosso coração divino amargurado, pela crescente iniqüidade dos homens, e seja também capaz de cooperar para a salvação de tantos irmãos pecadores.

Sim, ó divino salvador, quanto vos prometo!

Serei fiel? Eu espero, ó Jesus. Sou fácil de errar: tantas vezes prometi e não cumpri. Mas estou seguro que o vosso auxilio, no qual eu acredito nunca me faltará.

Por isso muitas vezes voltarei ao vosso altar, diante de vós, ó Jesus sacramentado, vos recordarei que sou uma alma reparadora, renovarei a minha promessa, pedirei novamente a vossa ajuda.

Seja louvado e glorificado neste momento o Santíssimo e diviníssimo Sacramento. 

Canto

Quarto mistério do terço dia. 

IV

Oração e súplica

Antes de afastar-me de vosso altar, aceita, ó Jesus, uma oração e uma suplica que me enche tanto o coração.

Eu não sei quanto mal pode ocasionar com meus escândalos, meus maus exemplos, defeitos de meu caráter, e quantas almas, por minha culpa vivem agora longe de vós, em perigo de perderem-se eternamente! Penso nisso muitas vezes e com tristeza! Se esta alma assim está, salvai-a! Vos peço com todo coração: salvai-a! Se é necessário um prodígio da vossa graça, façais esse prodígio, mas salvai-a! Se é necessário que eu sofra muito por sua salvação, dai-me maiores sofrimentos, mas salvai-a! Que nenhuma alma se perca por minha culpa! Como posso reparar os seus pecados, se penso que se perdeu eternamente por meus?

Vós, ó Jesus, lês no meu coração e vês quais são as almas que tanto amo. São unidas a mim por um vinculo de sangue, pelo afeto mais forte: e eu não as esqueço,  especialmente na minha oração. Na realidade muitas dentre elas vivem no pecado: talvez por maus hábitos contraídos inconscientemente; talvez pela ignorância, pela tibieza. Outras vivem em ocasiões continuas de pecado; ocasiões involuntárias que tanto os entristecem, mas que não podem evitar e que de vez em quando os arrastam ao mal. Se salvarão, ó Jesus? A sorte eterna deles assim incerta me preocupa imensamente. Não posso pensar na perdição deles sem me perturbar: _ Jesus, vós podeis: salvai-as! Por elas sofrerei, pedirei, repararei, mas salvai-as! Daí esta consolação ao meu pobre coração: que também no paraíso possa continuar a amar, quem tanto o amou neste mundo! Parece-me que a minha felicidade eterna será mais completa. Serei grato por toda a eternidade, ó Jesus!

Um olhar piedoso, ó Jesus, sobre todas as almas que tem confiança na minha oração, na minha ação reparadora. Um olhar piedoso também, por todos os inimigos que tem me feito mal. Abençoai e salvai a todos.

Abençoai também minha alma. A vossa benção me acompanhe e me sustente sempre na minha ação reparadora, a fim de que possa amar-vos em cada instante, e sofrer com grande generosidade a consolação do vosso coração aflito pelos pecados e a salvação de tantos irmão pecadores.

Termino essa hora santa reparadora, suplicando-vos, ó Jesus, de suscitar muitas almas reparadoras. Que sejam tantas quantos são os pecadores que vos ofendem, e vos ofereçam continuamente consolação e glória!

Suscitai a devoção de muitos homens e jovens piedosos e devotos; trazei para obra de reparação pessoas a vós consagradas, fazei que elas saibam bem compreender a necessidade e a beleza da reparação ao vosso coração eucarístico, inflamai-os de vosso amor, para que muitos se tornem zeladores generosos e todos reparadores assíduos e voluntários!

Suscitai nos sacerdotes que todos os dias consagram e recebem o vosso corpo e o vosso sangue.

Fazei com que a vida deles seja um continuo perfume de santidade e de reparação ao vosso sacramento! Suscitai nos pobres enfermos e atribulados; fazei que esses saibam suportar com paciência cristã, todos os seus males e sofram com espírito de expiação e reparação ao vosso coração ofendido.

Suscitai em todas as camadas sociais, muitos, inumeráveis. Formem uma imensa associação de corações. Saibam com piedade filial escutar os vossos paternais lamentos, com viva fé adorar-vos e fervorosamente receber-vos na santíssima eucaristia. Que se nutram muitas vezes de vós, alimento dos fortes e pão da vida eterna e possam com resolução fugirem de qualquer iniqüidade, e com generosidade constância, consagrarem-se ao vosso amor para repararem as próprias culpas e dos outros, e assim dignamente compensar-vos das ofensas e obterem-se para si sempre, aos povos, as nações e a todos, paz e salvação.

Seja louvado e glorificado neste momento o santíssimo e digníssimo sacramento. (3 x) 

Louvado seja o nosso senhor Jesus Cristo!

Canto

Quinto mistério do terço do dia.

Conclusão: Salve-Rainha